Visualization of cultural data sets

We believe that a systematic use of large-scale computational analysis and interactive visualization of cultural data sets and data streams will become a major trend in cultural criticism and culture industries in the coming decades. What will happen when humanists start using interactive visualizations as a standard tool in their work, the way many scientists do already? If slides made possible art history, and if a movie projector and video recorder enabled film studies, what new cultural disciplines may emerge out of the use of interactive visualization and data analysis of large cultural data sets?

Só para variar, o que esse cara tem dito me interessa muito. Vejam mais algumas referências aos estudos de “cultural analytics” desenvolvidos pelo Manovich.

Subway Maps

… think about subway maps, which are abstracted from the complex shape of the city and are focused on the rider’s goal: to get from one place to the next. Limiting the detail of each shape, turn, and geographical formation reduces this complex data set to answering the rider’s question: “How do I get from point A to point B?”

Harry Beck invented the format now commonly used for subway maps in the 1930’s, when he redesigned the map of the London Underground. Inspired by the layout of the circuit boards, the map simplified the complicated Tube system to a series of vertical, horizontal and 45o. diagonal lines. While attempting to preserve as much of the relative physical layout as possible, the map shows only the connections between stations, as that is the only information that riders use to decide their paths.

Esse trecho está no livro da coruja do Ben Fry.

Veja também alguns mapas do transporte de Londres.

Espaço de informação

Vídeo de divulgação de um novo produto do Google.

Agora, alguns trechos do Manifesto sobre as Mídias Locativas, do André Lemos.

Mídia Locativa. Tecnologias e serviços baseados em localização (LBT e LBS) cujos sistemas infocomunicacionais são atentos e reagem ao contexto. Ação comunicacional onde informações digitais são processadas por pessoas, objetos e lugares através de dispositivos eletrônicos, sensores e redes sem fio. Dimensão atual da cibercultura constituindo a era do “ciberespaço vazando para o mundo real” (Russel, 1999), a era da “internet das coisas”. (…)

6. Estamos na era da computação ubíqua e pervasive (Weiser), ou seja da informática em todos os lugares e em todas as coisas. Mas não há tecnologias sensíveis e nenhuma delas está atenta a contextos! Elas estão em tudo e em todos os lugares, mas não sabem o que é um contexto e nem tem capacidades de sentir o local.

7. Depois do upload para a Matrix lá em cima, a internet 1.0, agora é a vez do “download do ciberespaço”, da informação nas coisas aqui em baixo, a internet 2.0. Não se trata mais do virtual lá em cima, mas do que fazer com toda essa informação das coisas e dos lugares aqui de baixo! Como nos relacionamos com as coisas e com os lugares? E agora, com essas coisas e lugares dotados de informação digital e conexão à internet?

Caricature Map of Europe 1914

Janela de metrô

Andar de metrô é, sem dúvida, uma das melhores experiências das grandes cidades. Por outro lado, uma das coisas legais de se andar de ônibus é ver a cidade da janela.

Abaixo, uma imaginação do que seria um metrô transparente.

Metro de Madrid: “Transparente” from Shinichiro Matsuda on Vimeo.

outubro 16, 2009 • Posted in: vida urbana • No Comments

Conceitos básicos de visualização

A lógica das redes

“Of course, we know that technology does not determine society. But we also know that without specific technologies some social structures could not develop. For example, the industrial society could not have emerged without electricity and the electrical engine.

Thus only under the conditions of the recent wave of information and communication technologies could networks (an old form of social organisation) address their fundamental shortcoming: their inability to manage coordination functions beyond a certain threshold of size, complexity and velocity. Only under the electronicsbased technological paradigm can networks reconfigure themselves in real time, on a global–local scale, and permeate all domains of social life. This is why we live in a network society, not in an information
society or a knowledge society.

Indeed, if by information or knowledge society we mean a society in which information is an essential source of wealth and power, I doubt there is any society in history that escapes this characterisation. If by information society we mean a society in which the technological paradigm is the dominant medium for social organisation, this is our society. But to characterise society only by its technological dimension is reductionist and implicitly deterministic. The proper identification of our society is in terms of its specific social structure: networks powered by microelectronics and softwarebased information and communication technologies.”

“Why networks matter”, prefácio de Castells em Network Logic.

obs.:  Estive de férias, por isso a ausência de movimento por aqui.

Mapas da biblioteca digital mundial

Mapa Geral das Índias Ocidentais, Robert Wilkinson. 1796

Mapa Geral das Índias Ocidentais, Robert Wilkinson. 1796

Um Mapa Geral das Índias Ocidentais: Com atualizações dos últimos navegadores

“O Capitão Joseph Smith Speer era um marinheiro inglês que serviu 21 anos na Costa de Mosquito (Miskito), onde hoje fica a Nicarágua. Mais tarde, ele criou mapas detalhados das Índias Ocidentais com base em seu conhecimento pioneiro sobre a região. Em 1766, ele publicou O Piloto das Índias Ocidentais contendo 13 mapas, seguido por uma edição ampliada, com 26 mapas, em 1771. Um Mapa Geral das Índias Ocidentais, mostrado aqui, é um mapa grande e detalhado (71 por 117 centímetros). É baseado em um mapa anterior de 1774, “com Complementos dos mais recentes Navegadores.” Territórios ingleses, franceses, espanhóis, holandeses e dinamarqueses estão listados e codificados em cores diferentes. Os Estados Unidos, mostrados em verde, não incluem ainda a Flórida nem qualquer território a oeste do Mississipi.”

Mapa-múndi latino do final do século XVIII de Tobias Lotter

Mapa-múndi latino do final do século XVIII de Tobias Lotter. http://www.wdl.org/pt/item/7/

Mapa do mundo

“Este mapa-múndi latino do final do século XVIII de Tobias Lotter, editor de mapas de Augsburg, (1717-77) é baseado em um antigo mapa  do cartógrafo francês Guillaume de l’Isle (1675-1726). De l’Isle estava no grupo de cartógrafos franceses que suplantou a supremacia dos holandeses na elaboração de mapas no final do século XVII. De l’Isle foi uma criança prodígio, tendo elaborado seu primeiro mapa aos nove anos de idade. Ele era especializado em história e geografia, bem como nas áreas de matemática e astronomia. Ele foi bastante influenciado por cartógrafos árabes e persas clássicos além de escritores de viagem, e insistia na precisão científica em seus projetos.

mapa-múndi latino do final do século XVIII de Tobias Lotter

mapa-múndi latino do final do século XVIII de Tobias Lotter

Em 1702, dois anos após a publicação de seu primeiro atlas, ele foi eleito membro da Academia Real de Ciências e, em 1718, foi nomeado o principal geógrafo da realeza. Ainda não eram retratados na época da publicação deste mapa: a costa oeste da América do Norte, o Ártico e a costa leste da Austrália, que ficou conhecida como Nova Holanda. O mapa utiliza tinturas coloridos e bordas para demarcar as divisas entre os continentes, como as fronteiras bem definidas entre a Europa, Ásia, e o destaque na África. Além de mapear o território, o mapa de l’Isle apresenta viagens de exploração através dos oceanos Pacífico e Índico.”

Sudeste do Brasil - S. Augustus Mitchell, Filadélfia. 1860

Sudeste do Brasil - S. Augustus Mitchell, Filadélfia. 1860

Mapa do Brasil, Bolívia, Paraguai e Uruguai; Mapa do Chile

“S. Augustus Mitchell nasceu em Connecticut em 1790 e tornou-se um professor. Ele achou inadequado para o ensino de geografia os materiais encontrados na América no início do século XIX  e após ter se mudado para Filadélfia, em 1829 ou 1830, abriu uma empresa que logo estava produzindo mapas aperfeiçoados, atlas, guias turísticos, e livros didáticos de geografia. Mitchell publicou a primeira edição do seu Novo Atlas Universal em 1846. Seu filho, S. Augustus Mitchell, Jr., assumiu a empresa por volta de 1860. Ele publicou o Novo Atlas Geral de Mitchell a partir do qual tiraram estes mapas dos cinco países Sul-Americanos. Os principais mapas foram complementados por inserções do “Porto do Rio de Janeiro,” “Porto da Bahia,” e da “Ilha de Juan Fernandez.”Este último é o maior de um conjunto de ilhas vulcânicas, esparsamente povoadas, localizadas a cerca de 670 quilômetros no Pacífico, e parte do Chile. A fronteira decorada, como neste caso de vinhedos, que rodeiam os mapas era uma característica comum de toda publicação cartográfica Americana do século 19.” Na imagem, o detalhe da região Sudeste do Brasil.

América (ou a quarta parte do Mundo). Diego Gutiérrez 1554

América (ou a quarta parte do Mundo). Diego Gutiérrez 1554

Uma Descrição moderna e bastante precisa da América (ou a quarta parte do Mundo)

“Em 1554, Diego Gutiérrez foi nomeado o principal cosmógrafo do rei da Espanha na Casa de la Contratación. A coroa incumbiu a Casa de produzir um mapa do hemisfério ocidental em larga escala, freqüentemente chamado de “a quarta parte do mundo.” O objetivo do mapa era confirmar o direito de posse da Espanha quanto aos novos territórios descobertos contra as reivindicações rivais de Portugal e da França. A Espanha reivindicou todas as terras ao sul do Trópico de Câncer, o que é notoriamente mostrado. O mapa foi estampado pelo famoso gravador antuérpio Hieronymus Cock, que acrescentou inúmeros floreados artísticos, inclusive os brasões de armas de três forças rivais, um serpenteado Rio Amazonas que atravessa a região norte da América do Sul, sereias e lendários monstros marinhos, além de um elefante, um rinoceronte e um leão, na costa ocidental da África. O nome “Califórnia” está inscrito perto da Baixa Califórnia, logo acima do Trópico de Câncer, a primeira vez que aparece em um mapa impresso. Sabe-se que existem apenas dois exemplares do mapa: este das coleções da Biblioteca do Congresso e outro da Biblioteca Britânica.”

Pequim, Kartographische Abtheilung der Königl. Preuss. Landes-Aufnahme. 1914

Pequim, Kartographische Abtheilung der Königl. Preuss. Landes-Aufnahme. 1914

Pequim

“A Força Expedicionária Alemã do Leste Asiático foi enviada para a China em 1900 pelo Imperador Wilhelm II como parte da operação das oito nações (Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia, Estados Unidos, Japão, Áustria, Itália), para reprimir a rebelião Boxer contra a influência estrangeira na China. As forças alemãs chegaram a Pequim em meados de outubro, altura em que o conflito tinha praticamente acabado. Entre o final de 1900 e o início de 1901, a equipe envolveu-se em uma série de brutais expedições punitivas designadas a acabar com a resistência Boxer no interior do país e forçar a China a assinar um tratado de paz com a Alemanha. Este mapa detalhado de Pequim elaborado pela Divisão de Cartografia da Real Sociedade de Artilharia Prussiana baseia-se em levantamentos feitos pela Força Expedicionária em 1900-01.   Artilharia Prussiana baseia-se em inquéritos realizados pela Força Expedicionária em 1900-01.”

Essa belíssima coleção faz parte da Biblioteca Digital Mundial.

abril 21, 2009 • Posted in: conhecimento, mapa • No Comments

Interfaces culturais

Why do cultural interfaces - web pages, CD-ROM titles, computer games - look the way they do? Why do designers organize computer data in certain ways and not in others? Why do they employ some interface metaphors and not others?

Lev Manovich, CINEMA AS A CULTURAL INTERFACE.

Por que computadores parecem “televisões em cima de máquinas de escrever”? Por que os sistemas operacionais usam metáforas de desktop (lixeira, arquivos, pastas, documentos)?

Estamos inseridos em um contexto cultural que não nos deixa enxergar o mundo de outra maneira. Não digo que isso é ruim. É assim. (ponto).

Penso que a inovação acontece quando alguém rompe o estreito campo de visão do paradigma atual. Vejam o video abaixo:

Manovich prossegue:

Today the language of cultural interfaces is in its early stage, as was the language of cinema a hundred years ago. We don’t know what the final result will be, or even if it will ever completely stabilize. Both the printed word and cinema eventually achieved stable forms which underwent little changes for long periods of time, in part because of the material investments in their means of production and distribution. Given that computer language is implemented in software, potentially it can keep on changing forever. But there is one thing we can be sure of. We are witnessing the emergence of a new cultural code, something which will be at least as significant as the printed word and cinema before it. We must try to understand its logic while we are in the midst of its natal stage.

Interfaces - como os “siftables” - podem proporcionar futuramente o rompimento com modelos de interfaces computacionais culturalmente construídos ao longo das últimas décadas (mouses, teclados e monitores). É interessante notar também que esse rompimento não é completo: os bloquinhos resgatam bloquinhos de madeira que crianças usam para construir casas e prédios. (eu tinha isso quando criança e minha mãe comprou também para minha sobrinha de 2 anos…)

Os “siftables” me causaram uma sensação semelhante ao Wii e ao Iphone.

Agora foi: Visualização de dados na Internet

Concluí meu mestrado na última segunda-feira, dia 02/03/2009. A dissertação está disponível aqui.

Participaram da banca as professoras Lucia Leão (orientadora), a Lucia Santaella e a Rejane Spitz. Recebi excelentes comentários sobre o trabalho, alguns puxões de orelha e alguns elogios também.

(agora vem a parte mais piegas desse post. Desculpe, tenho esse direito)

Sempre haverá arestas a remover. Mas estou muito feliz por ter concluído no prazo. No começo foi bem complicado. Tinha acabado de me mudar de BH para SP. Vendi meu carro para ajudar nas mensalidades e consegui bolsa somente no último semestre. Encarei o trânsito da Rebouças para assistir umas aulas à tarde e fiquei alguns finais de semana por conta de estudar. No final, o esforço (que nem foi tão grande assim) valeu muito. Muita coisa mudou para melhor desde que decidi fazer mestrado e me mudar para SP.

Alguns agradecimentos:

- Letícia: paciente e equilibrada, contribuiu muito com o texto e com afagos nos momentos mais oportunos. Aguardo a sua banca com ansiedade!

- Dalka, minha sogra: excelente revisão! A banca não localizou um erro ortográfico!

- Leila, minha mãe: não me deixou desistir quando a grana apertou. “Num instante passa, meu filho…”

RIBEIRO, Daniel Melo. Visualização de dados na Internet. 2009. 132 f. Dissertação (Mestrado em Tecnologias da Inteligência e Design Digital) – Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2009.

Esta pesquisa debate os novos desafios impostos pelas tecnologias da informação a partir da seguinte questão: como lidar com o excesso de informações. A busca pelas formas de favorecer o conhecimento no ciberespaço demanda investigações sobre propostas mais inteligentes de representação dessas informações. Estamos diante da necessidade de reorganização da informação no espaço digital, que, por sua vez, requer um olhar mais aprofundado sobre as práticas do design. Para traçarmos o papel do designer como projetista das interfaces do ciberespaço, retomamos a relevante contribuição dada pelo design da
informação, área de estudos que investiga a compreensão da informação por meio de representações visuais. Considerando a cartografia como a necessidade humana de realizar representações visuais de sistemas complexos de informação, a visualização se constitui, no contexto desta pesquisa, como instrumento fundamental para revelar sentidos ocultos, invisíveis numa observação restrita aos dados em si. Manovich coloca que o conceito de mapeamento também está intimamente relacionado à visualização, pois ao representar todos os dados usando o mesmo código numérico, os computadores facilitam o mapeamento de uma representação em outra. A visualização pode, então, ser concebida como um tipo de mapeamento, no qual o conjunto de dados é mapeado em uma imagem. O objetivo principal, portanto, é investigar aplicações que exploram a visualização de dados como proposta para enfrentar os desafios impostos pelo excesso de informações. Para investigar a hipótese de que a visualização de dados se constitui como manifestação relevante para a geração de conhecimento, este trabalho analisa propostas interativas de visualização de dados dinâmicos, a partir da coleta de uma amostragem significativa de aplicações disponíveis na Internet. Com uma visão geral dos tipos de visualização, foi criada uma classificação, inspirada na necessidade de se compreender os contextos e as possíveis relações simbólicas que tais aplicações possam representar aos indivíduos na Internet. Por fim, são apontados alguns caminhos futuros de pesquisa, a partir do olhar crítico sobre a informação, o design e a visualização.

Palavras-chave: ciberespaço, visualização, design da informação, mapeamento, cartografia.